Candidato ao governo de MT defende taxação do agronegócio para concluir obras do VLT

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O candidato ao governo do Estado Moisés Franz (Psol) prometeu, na manhã desta segunda-feira (22), que irá concluir as obras do Veículo Leve sob Trilho (VLT) a partir de 2023, caso for eleito. Para isso, o servidor explicou que irá alterar o orçamento financeiro de Mato Grosso e taxar o agronegócio.

Durante entrevista ao programa Tribuna, da Rádio Vila Real, Moisés disse que a não taxação do setor produtivo é “injusto” para a sociedade que, segundo ele, tem que arcar com alta carga de tributo.

“Nós temos que rever o orçamento do estado. Tem muita verba pública indo para o ralo e ela não é aplicada onde deveria. Poderíamos ver orçamento de áreas não fins para gente manejar para a conclusão da obra do VLT”, disse o candidato ao maior cargo da administração estadual.

De acordo com Moisés, é primordial para o equilíbrio econômico e financeiro do Estado que o agronegócio passe a pagar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre parte da produção.

Ele ainda prometeu se espelhar no modelo de taxação de Mato Grosso do Sul, que poderia ser implantado em Mato Grosso. No Estado vizinho, a legislação proíbe que os produtores exportem mais do que 50% da produção, de modo que a outra parte é comercializada mediante pagamento de 12% de ICMS.

“Por que eles não pagam e o povo tem que pagar? Então, caso eu seja eleito, eu prometo estudar a forma como que foi feita em Mato Grosso do Sul no qual se taxou o agro para que a gente possa fazer esse projeto aqui em Mato Grosso. Essa medida poderá trazer muito recurso financeiro para que a gente possa concluir VLT”, defendeu.

Defensores da tributação do setor produtivo acreditam que a medida garantiria entre R$ 700 milhões a R$ 1 bilhão por ano aos cofres do Estado.

“Eu e a população inteira queremos taxar o agronegócio. A gente precisa distribuir a riqueza. Temos que taxar o agro. Não é justo que a sociedade mato-grossense pague altos impostos na compra dos alimentos, na compra do combustível, na energia, telefonia enquanto as exportações, os barões do agronegócio não paga um mísero centavo de imposto”, concluiu.

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