Lúdio classifica como campanha extemporânea agenda de Bolsonaro em Cuiabá

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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) classificou como campanha extemporânea a visita do presidente Jair Bolsonaro (PL), que participou de 'motociata' e de uma série de eventos religiosos nesta terça-feira (19), em Cuiabá. Deputado acenou que a direção nacional do Partido dos Trabalhadores pode protocolar ação contra essas agendas do presidente.

"Está muito claro que essas viagens desse que ocupa a presidência da República são todas atividades de campanha extemporânea. Todas! Em Cuiabá, não foi diferente. A direção nacional do PT irá tomar todas as providências judiciais para questionar essa campanha extemporânea, com abuso do poder político do cargo em horário de trabalho", declarou o petista nesta quarta, em entrevista à imprensa.

Enquanto admiradores de Bolsonaro seguiam o presidente pelas ruas de Várzea Grande e Cuiabá sob gritos de "mito", um grupo de membros do movimento estudantil na Capital realizou um ato simbólico no viaduto da avenida do CPA, onde instalaram faixas de protesto pintadas à mão, lembrando que a capital ficou conhecida nacionalmente pela fila dos ossinhos.

Lúdio pontuou que as discussões sobre esses problemas sociais deveriam estar na pauta do presidente. Reafirmando que a agenda de Bolsonaro não tratou de assuntos administrativos e que o atual presidente governa para que os riscos fiquem cada vez mais ricos.

"Nós temos que concentrar nossa energia no diálogo com a população, nos problemas que o nosso povo enfrenta hoje, como dificuldade financeira, desemprego, carestia, a fome que voltou pro nosso cotidiano. Mato Grosso, dos 3 milhões de habitantes, 500 mil estão passando fome todos os dias. Resultado dos desgoverno que temos no Brasil hoje", emendou.

"O foco do PT tem sido diálogo com a população, para debater esses problemas. A agenda do presidente Bolsonaro foi agenda praticamente de campanha. Porque no ponto de vista administrativo, eu não tive conhecimento de nada que o presidente tenha vindo tratar aqui em Mato Grosso. É muito importante que a população reflita sobre qual tem sido o papel desse desgoverno em Mato Grosso, porque quem tem ganhado com esse governo são os muito ricos que estão ficando cada vez mais ricos às custas da fome da população e do aumento absurdo dos alimentos e, de concreto, não há um tijolo assentado em Mato Gesso ao longo de quase quatro anos no desgoverno Bolsonaro", finalizou.

 

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