Na disputa em MT, Pivetta e Wellington mostram quem cada um escolhe ouvir

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A disputa pelo Governo de Mato Grosso começa a ganhar contornos mais claros quando se observa onde cada pré-candidato escolhe estar e com quem decide conversar. As agendas recentes do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e do senador Wellington Fagundes (PL) ajudam a responder uma pergunta que tem circulado cada vez mais entre eleitores e lideranças locais: quem é o candidato de quem?

Nos últimos dias, Pivetta esteve em Balneário Camboriú, participando de um encontro com cerca de 150 empresários, conforme divulgado pelo MidiaNews. A reunião reuniu investidores e representantes da elite econômica em um dos destinos mais caros do país. O discurso foi o de sempre: oportunidades de investimento, grandes projetos, obras estruturantes e parcerias com o setor privado.

Essa agenda reforça um caminho que o vice-governador já trilha há anos. Privatizações, terceirizações e a transferência de serviços públicos para a iniciativa privada fazem parte do modelo defendido por Pivetta, inclusive na área da saúde, com contratos de gestão e modelos que afastam o Estado da linha de frente do atendimento. São decisões que impactam diretamente a vida da população, mas que costumam ser debatidas longe das comunidades, em ambientes fechados e com os mesmos grupos empresariais de sempre.

Enquanto isso, no chão de Mato Grosso, Wellington Fagundes segue outra lógica. O senador tem percorrido os municípios, do pequeno ao grande, visitando comunidades, ouvindo prefeitos, vereadores, produtores rurais, comerciantes e, principalmente, moradores que vivem no dia a dia as dificuldades do Estado. É uma agenda feita de conversa olho no olho, em que as demandas não chegam por relatório, mas pela fala direta de quem enfrenta problemas na saúde, na estrada, no campo ou na cidade.

Wellington tem levado recursos, destravado investimentos, acompanhado obras e, mais do que isso, parado para ouvir. Nos encontros, fala com agricultores familiares, pequenos e médios produtores, empresários locais e lideranças comunitárias, discutindo temas como a moratória da soja, acesso ao crédito, infraestrutura básica e serviços públicos. O senador constrói sua atuação a partir da escuta de quem vive a realidade de cada região e espera ser ouvido pelo poder público.

O contraste é evidente. De um lado, um pré-candidato que concentra esforços em agradar a alta elite econômica, defendendo privatizações e terceirizações como solução para tudo, inclusive para áreas sensíveis como a saúde. De outro, um senador que aposta na presença constante nos municípios, no diálogo direto com a população e na valorização de quem produz, trabalha e mora em Mato Grosso.

À medida que a eleição se aproxima, a disputa vai ficando menos abstrata. Não se trata apenas de projetos de governo, mas de escolhas claras de lado. E é justamente nessas escolhas que começa a se desenhar a resposta para a pergunta que ecoa no interior e nas cidades: quem é, de fato, o candidato do povo de Mato Grosso  e quem segue sendo o candidato de uma elite que sempre esteve no centro do poder?

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